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Ser ou Parecer, eis a questão? Uma reflexão durante a palestra para o Sicoob Arenito

Ser ou Parecer, eis a questão? Uma reflexão durante a palestra para o Sicoob Arenito

Foz do Iguaçu

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PR

Rodrigo de Barros

Rodrigo de Barros

Rodrigo de Barros

Expert em Criatividade Organizacional

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Expert em Criatividade Organizacional

Seu celular está cheio de quantas fotos e vídeos que você nunca viu?
Essa foi uma das provocações que conduzi na palestra que realizei no dia 28/02 na abertura da Convenção do Sicoob Arenito.

O ponto deste momento da palestra foi compreender como a falta de pequenos rituais tem impactado nossa criatividade.

Quer dizer, quando usávamos máquina fotográfica com filmes que limitavam nossa “tiração de fotos”, tínhamos 12, 24 ou 36 possibilidades para fotografar. Isso nos deixava em estado de alerta, com pleno uso de nosso hipocampo na formação de memórias e no sentimento de viver o presente.

Ou seja, se eu tinha apenas 12 fotos para tirar, não podia desperdiçar. Mirava minha máquina naquilo que realmente valia a pena, e um click no botão bastava. Tínhamos, aliás, muito mais espontaneidade nas fotos. As pessoas posavam menos... lembra disso?

Vivenciar esses momentos sabendo que a quantidade de fotos era limitada orientava nosso comportamento para vivermos, de fato, os momentos. Direcionava nosso olhar para as paisagens, as pessoas... E, quando revelávamos as fotos, muitas vezes semanas após o evento, revivíamos os momentos vividos, compartilhando as fotos com pessoas e contando as histórias sobre o que foi vivido. As fotos geravam conversas, memórias, socialização e fomentavam nossa imaginação.

Atualmente, temos gigas e mais gigas de memória em nossos smartphones. Tiramos fotos sem limites. Nosso mundo vive uma abundância de imagens jamais vista na história. As redes sociais retroalimentam a necessidade de exposição de imagens, de exposição de si, de nós, de todos. Fotos exibem, mas não registram efetivamente uma memória.

Na Sociedade do Cansaço, as fotos deixaram de ser recordação e passaram a ser vitrine. Transformamos uma inovação que trazia o passado ao presente em um ato líquido, que evapora e não se cristaliza como memória.

Afinal, na sociedade atual, mais importante do que ser é parecer.

Faz sentido?

As destas empresas já participaram de momentos criativos.

As destas empresas já participaram de momentos criativos.

RODRIGO DE BARROS CRIATIVIDADE PARA INOVAÇÃO

© 2023 RODRIGO DE BARROS, TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

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